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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PARLAMENTAR ATUANTE, QUE FALTA NOS FAZ.



Donos de construtora que
tem contrato suspeito com a Prefeitura doaram R$ 330 mil
à campanha de Iris Rezende


O contrato da construtora CCB com a Prefeitura
foi reajustado de R$ 25 milhões para R$ 75 milhões


O vereador Elias Vaz (PSOL) entregou esta semana ao Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal, Procurador Marcello Santiago Wolff, e à Promotoria do Patrimônio Público do MP Estadual, promotor Fernando Krebs, documentos que mostram irregularidades na prorrogação de um contrato da Prefeitura de Goiânia com a Construtora Central do Brasil LTDA (CCB), feito em 1999, e mantido até hoje através de aditivos.

Os documentos se referem também à doações no valor de R$ 330 mil feitas pelos sócios proprietários da CCB à campanha de Iris Rezende, em 2008.
O valor doado pelos donos da empresa representa 10% de toda a prestação de contas eleitoral do prefeito Iris Rezende, que segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soma R$ 3,3 milhões.

Edgar Almeida doou R$ 60 mil; Élvio Machado, R$ 60 mil, e Wilton Machado, outros R$ 60 mil. As empresas Brasil Minérios e King Food, que tem entre seus sócios os mesmo donos da CCB, doaram R$ 75 mil, cada uma. Somando as doações individuais dos sócios chega-se ao total de R$ 330 mil.


Elias Vaz avalia que esses documentos agravam ainda mais a denúncia de irregularidades no contrato. “De um lado temos uma empresa beneficiada por aditamentos irregularidades que lhes garantiram obras sem a necessária licitação pública e de outro temos o prefeito Iris Rezende que recebeu doação financeira dos donos dessa empresa para sua última campanha eleitoral. Isso é muito grave”.


O contrato que era originalmente de R$ 25 milhões sofreu reajustes ao longo desses 10
anos até chegar a um valor superior a R$ 75 milhões. Além disso, ele teve seu prazo encerrado em 19 de novembro de 2004, no final da administração do prefeito Pedro Wilson. Em março de 2005, através do Aditivo VII, a administração do prefeito Iris Rezende ressuscitou o contrato de forma irregular.


Informações repassadas ao vereador indicam que a CCB é responsável pela construção de algumas casas do programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida. “O problema é que aparentemente a construtora está fazendo essas obras através de um contrato feito em 1999, que tinha um objeto específico e agora vem sendo usado para fazer outras obras. O correto seria fazer uma licitação específica”.

Além disso, ressalta Elias Vaz, essas doações de campanha aliadas aos aditamentos irregulares do contrato colocam a relação da prefeitura com essa construtora sob suspeita.

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