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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pesquisas eleitorais podem sofrer manipulações


O que diz os especialista em pesquisas eleitorais refletem a mais pura realidade em nossos dias "institutos" de pesquisas mostram a "realidade" que interessa a quem paga o serviço esse instrumento vem sendo utilizado em Itumbiara a algum tempo, nessas eleições a coisa ganhou força e a todo tempo números e mais números são lançados aos quatro cantos da cidade no intuito de desestabilizar o processo eleitoral em curso. O Psol ja  acionou a justiça e tem disposição para continuar demandando  contra essa forma manipulada e rasteira de fabricar resultados.

"Usar as pesquisas como arma eleitoral é uma dádiva de poucos profissionais de marketing. Na maioria das vezes essa ferramenta é utilizada de forma distorcida a fim de confundir eleitores desavisados ou aqueles que ainda têm dúvidas sobre seu voto. Contudo, o segredo do sucesso de uma boa campanha, baseia-se nos princípios do marketing: necessidades e desejos."

Com o inicio das eleições também é dada a largada a temporada de pesquisas de opinião que se tornaram um instrumento bastante utilizado neste período. Porém embora tenham toda uma regulamentação, elas ainda são vistas com certa desconfiança. 
  

Acostumado a lidar com números e com vasta experiência na área estatístico e professor universitário, Silvio Aragão alerta . “É fácil de manipular, porque os métodos são muito complexos, pouco conhecidos pelo eleitorado e a fiscalização é falha”, afirma o estatístico e professor universitário, Silvio Aragão. 

Podendo ser encomendada por partidos, candidatos e coligações, veículos de comunicação, organizações não-governamentais, empresas públicas e privadas, a pesquisa eleitoral deve ser registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) antes de divulgada. No geral, optam por pesquisas quantitativas, que revelam a situação dos candidatos em números. O levantamento é feito por amostragem. “Não tem como entrevistar todo o eleitorado em tempo hábil e com custo viável, por isso, nesse tipo de levantamento, se considera o todo por uma parte da população”, explica Silvio. 

A pequena parte escolhida precisa ser representativa. Sabendo da heterogenidade da população, o instituto responsável pela pesquisa deve entrevistar representantes dos diferentes segmentos sociais (gênero, faixa etária, classe social) e deve ser proporcional ao número total do segmento. Por exemplo, se a população da cidade é de 53% de mulheres e 47% de homens, a amostra terá que ter, proporcionalmente, a mesma quantidade. 


Para manter a idoneidade da pesquisa eleitoral, a escolha do entrevistado não deve ser tendenciosa ou viciada. As entrevistas não podem ser realizadas em pontos de fluxo, como praça ou quadras, devem ser feitas nos domicílios. O instituo pode usar como base a planta da cidade disponibilizada pelo IBGE, que é dividida em setores censitários. E dentro dos setores tem a quantidade de domicílios e de pessoas por domicílio, com definição de sexo, faixa etária e renda. Antes de aplicada a pesquisa, são escolhidos os setores que serão entrevistados, onde a amostragem será sistemática. O entrevistador escolhe uma casa aleatoriamente e define uma sequencia de casas excluídas. O intervalo entre casas pesquisadas tem que ser o mesmo. 

As entrevistas não devem se focar num bairro específico, o que é pedido com freqüência por candidatos. Silvio Aragão alerta que é comum, ao encomendarem um pesquisa os candidatos pedirem que a entrevista seja realizada em seu reduto eleitoral, o posicionando bem nos resultados. “Comparo a pesquisa com um retrato falado. Se distorço as características, ninguém reconhece”, expõe o estatístico. É preciso respeitar a metodologia para que o resultado seja o mais próximo do real. 

As perguntas podem ser outra arma usada para manipular os resultados, por isso precisam ser bem elaborados para não induzir a resposta. No questionamento não deve conter afirmativas. E o ideal é que não levem a resposta que sejam apenas sim ou não, dando oportunidade para o entrevistado se expresse. Silvio Aragão informa que há estudos científicos que provam que o primeiro nome escrito ou pronunciado numa lista é mais fácil de ser memorizado, e assim, tem mais chance de ser escolhido. Indica que os nomes dos candidatos sejam distribuídos em espaços iguais, num papel em forma de disco. 

Preços

As pesquisas precisam ser assinadas por um estatístico registrado no Conselho Regional de Estatística, que será responsável pela metodologia e resultados. Não há qualquer órgão que fiscalize as pesquisas. Se o TRE suspeitar de algo, contrata um profissional para fazer uma auditoria no instituto. Caso seja identificado privilégio a um candidato ou alguma distorção, o instituto é penalizado com o pagamento de multa. 

As pesquisas são caras, variam de 8 a 25 mil, dependendo do tamanho da cidade e população e do tipo de pesquisa. Ao invés de tentar comprar um resultado, o professor indica que o candidato encomende uma pesquisa qualitativa para avaliar a sua campanha. 

“A qualitativa não revela número, mas mostra os anseios da população. No levantamento em profundidade é possível observar detalhes que nem o candidato sabe. Como por exemplo porque está sendo rejeitado, o de que forma é visto”.  


*De cara com a verdade












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